Não serve de muito repetir à exaustão que o Benfica esta época é muito superior ao Sporting. Os factos deixam-no muito claro e se dúvidas sobrassem os resultados dos dérbis dão a conversa por terminada: 3 jogos, 3 vitórias encarnadas, com um score de 6-1 a favor do campeão. Foi por isso que a formação de Jorge Jesus ontem voltou a ser mais forte?
Sim e não.
Os momentos são algo que tem muita força no futebol. O Benfica segue numa imparável série de vitórias, virou o resultado em casa pela terceira vez consecutiva e a força anímica da equipa está em valores nunca antes atingidos esta temporada. O Sporting, pelo contrário, vive um daqueles momentos em que tudo lhe acontece. A eliminação com o Rangers surge no minuto 92’; na Madeira teve tudo para evitar o desaire e voltou a perder contra 10 como tinha acontecido com o Benfica e na Luz acaba por ver Javi marcar o golo novamente aos 92’. Sem acreditar em bruxas, diria que o novo presidente não perdia nada em levar a equipa a uma "especialista".
Sentindo que não era dia para grandes loas ao futebol encarnado, Jesus optou por resguardar-se no discurso. Fez bem. Minutos antes do golo do triunfo, Roberto, esse guarda-redes de milhões que dá frangos inacreditáveis, fez uma defesa impossível a um remate de Matías. Assim, esteve melhor o técnico da casa na análise do que José Couceiro. A tónica do discurso no final devia ter sido na exibição bem conseguida e não na arbitragem de Jorge Sousa. Não foi perfeita, mas não foi por aí que os leões perderam. O Benfica é melhor, ponto.
In "RECORD" a 03/03/2011

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